sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Bossa nova
Atirei meus sonhos!,
No expoente do pulsar,
De tuas artérias,
Onde a realidade,
É a eternidade,
Que tens o bem- dizer,
Das aves que lavram
As feridas...
Jato d`agua
Que me arrasta de
Encontro ao labirinto
E se perder?
Que se perca!
No seu olhar..
Fiz de teu corpo
Um altar
Que seja a felicidade
O abraçar,
Deste meu mais lindo cais.
Livro: 1.205 F: 251
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Andança
Sigo os passos,
Disfarço as pistas
É que para que o rastro da serpente
Não te alcance!,
Que mesmo ao longe,
De espanto..
Tua áurea,
Evidente?..
Que descobre o manto!
Claro?! quase não
Vejo em mim,
Pois tu és, os vales
Que me transborda!.
Livro: 1.205 F: 251
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
O farol
De encontro ao porto!
Acolchoado dentre,
Tantas pernas..
E teu corpo?
Um correnteza
Que deságua,
Meu quase mar!,
Infinito,
Arrastado, esvaído..
Enquanto teus gestos,
A sinfonia inexprimível,
De que quando a lua se deita?
Se tens a cultivar,
Em nosso quintal..
Farol de ilha,
Que se amplifica nosso ser
Livro: 1.205 F: 251
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
O palco
E sobre seu olhar..
É tiro a queima roupa,
Quem dera!, fosse eu?
Teu autor,
A quem contracena
Aos fingi"dores",
E dos amores
Que tive?
És tu, quem tens o ar,
Pedra dura,
Fogo, que arde!
De acerto a minha retina!
Mesmo dilacerado,
Em mim?
Já tomastes conta!
Descende as minhas veias
E com aplausos,
Nos invade!.
Livro: 1.205 F: 251
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Cartas ao remetente
E eu? que de tão
Inconstante,
Neste rio, desembravei..
Calei, chorei,
A caçar estrelas,
E nas manhãs
Que vens a decorar,
teus passos,
Voo livre!,
Tão certo que,
Minha alma se inflama
Na glória,
Que se pôs a tatuar,
Tuas digitais.
Livro: 1.205 F: 251
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Pão e Poesia
E neste riacho raso
Sei que velejas
E tens a nad"ar"!
Como os peixinhos
Num postal que bem sei
Que, nada!, haveria de mais belo
Das outroras..
A agonia,
De nossas palavras
Que de tão bem- ditas!
Nestas aspirais, mesmo que
De encontro ao apogeu
A distância se curva
Sobre a caça da vaidade
Se tens tu,
Quem muito me alimenta.
Livro: 1.205 F: 251
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Efêmera
Um atalho prevejo,
E declamo a véspera
De teu chegar, peço-te
Que sejas eu!,
Teu morador
Na lança que desanda
O destino,
Alcance o efêmero
Pois, posso lhe contar
Dentro de tudo que houver
Aos minutos,
Que se esbanja
Numa prova que do emaranhar
De teus cabelos,
Posso contentar no meu cais.
Livro: 1.205 F: 251
Assinar:
Postagens (Atom)