quarta-feira, 2 de julho de 2014

A galáxia


Enquanto de lá
Da linha turva
De teu olhar,
Que tens o parecer

Dum corpo celeste
Que devora, 
A renuncia, do vapor
Da partida, é que cultuamos..

Tanto apego, 
Que nos assina feito lei
Espalhando as digitais
E nos faz crer

No fluir,
Desta mesma videira
Se repousa, nosso contento
por ser eterno.

19/03/2014,
 Livro: 1.205 F: 251.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Revanche


Acima do nível
Da cordilheira 
É assim,
Que me prendes!

A tuas vertentes
Sem pudor
Se revela,
O que anestesia

E troco de instantes
Minha pobre alma
E que se dane!
A todo pesar que nos sufoca

Nesta adoração
E quando me conquista
Calar-te com beijos
No confessar, de nosso intimo.

10/03/2014,
 Livro: 1.205 F: 251.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A rosa de Hiroshima


Quando cheguei  até aqui
Nada havia,
A não ser este mais
Que se  amplificava 
Mais por mais,

E que não seja por menos!
Se o vazio, é  sinônimo
Do vago silêncio...
Aclama o enluarar

E justo agora!
Nada haverei de querer
Senão, desdizer que fostes
O fúlgido esplendor

Que bombeia
Meus pontos vitais
E os devaneios nos aplaude
Ao nosso desfrutar.

26/02/2014Livro: 1.205 F: 251.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Trapezio


O que mais nos valia
Do granizo que se enlace 
E quanto custa a liberdade?
é um desalento

Que  nos debocha
Noutro lado da face
As esporas,
Deste desejo

É queda livre
Vou assaltar o entardecer
Para nos prostrar
Sem que faça piruetas

Pois tão sagrado descobrir
Que és tu que abocanha
Minhas estrofes, 
Neste oxigênio, que nos tatuou.

20/02/2014Livro: 1.205 F: 251.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Ordem e progresso


Há quantas vezes,
Os corredores nos exprimem
Mas há uma passarela
Ao teu deparar

Coisas assim,
Que se remetem
Numa colisão,
Na procissão jamais se intimida

E se desfalece,
Há os fisgo de arrame
De suas unhas cravadas
Inexprimível brasa,

Um disparate as colinas
Intercede nosso castiçal
é nessas horas que a fortuna
Nossos corpos um País.

16/02/2014, Livro: 1.205 F: 251.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Entre o 8 e 80


No pavor do azul
Destes grilhões se surge
Se nada sei,
Quero é o tempo

Que rodeia em torno de?
Mistérios aparentes
Que não há de cessar
Nosso paladar,

Aquele de outrora
A sabedoria dos rabinos
Que logo se contenta
Para não contrair

Aos lampejos
Que nos instiga a sorte!,
Sufoca a nossa melancolia
E até posso ver o vislumbre
Que nos vela.

15/03/2014 Livro: 1.205 F: 251.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Líbido


E hoje,
Posso querer-te
Assim, por nada dizer..
Tenho sede!,

De nossa doida esperança,
E no silêncio
Fantasiar teu lábios,
Ser cúmplices dessa trama

E nunca deixar se perder
Noutra alvorada
E toquem o clarim
Desvairado

É que lhe tenho
Tanto apreço,
Quem dera, grita-los
Nesta cobiça, i-m-o-r-t-a-l.

07/03/2014, 
 Livro: 1.205 F: 251.