Assinalei as alternativas
Antes das respostas
Se tens você,
Tanto que fizeste
Esqueci de mim,
E ao habitar em ti
Vieste , o x
Da questão
E meus olhos
Sempre a busca dos teus
Sopra ventos,
Enquanto ao tempo
Despeço, com historias
Que não haja ponto final
E que os descompassos,
Sejam de teus abraços, tão junto ao meu.
Livro: 1.205 F: 251
Além das cores,
Tudo desfoca daquilo
Em que não se tens a você
Cá, em meu pobre coração
Mesmo sem saber,
Ao que fiz por merecer,
Vieste, então, desfiz os laços
E lhe dei os "nós"
E foi assim por medo de mar
Mesmo que houvera
De dizer, a qualquer pranto
Tudo é solidão,
Assim lhe direi
Que o tornar de tuas mãos
Me fizeste refém,
"liquidificador".
Livro: 1.205 F: 251
Ela tinha um sonho
Queria voar,
E assim que lua
Se deitou sobre nosso quintal
Contei as estrelas
Algumas até caíram
Anelaram nossos corpos
E a meia luz,
Sobre o breu de teu olhar
Estórias,
Linda rosa,
Espero que antes que adormeça
Desperte,
Os teus sonhos,
Estarei cá, sobre a mesma jangada
A pescar, sobre meus veraneios.
Livro: 1.205 F: 251
E a coragem
De minhas mãos
Transbordando ao nosso olhar
Tens ao cheiro de flor
Onde a outrora primavera
Vens a me segurar pela mão
Teus cachos, é o abrigo
Que transporto,
E quanto o desconsolo,
Vens a ressaca de nossos corpos
Assim trago, como um folião
E se,
A culpa é minha,
Os erros foram teus,
Assim lhe peço que me tragas
Pois és no teu leito
Que tens a certeza que haverá
O dia, e sol já vais se pôr.
Livro: 1.205 F: 251.
Só quero a liberdade,
Que encoraja das minhas
Mãos,
Para que a alegria
De minha mocidade
Possa florescer,
A noite é um folião
Que zombas de mim
Já não posso calar
Grito, a todo desconsolo
Já vens um abrigo,
A outrora primavera
Mesmo que as noites
São escuras, os dias são infames
Com um trago,
Te trago comigo.Livro: 1.205 F: 251.
Hoje tenho a certeza
Ao que ocupa,
Aos descaminhos
Decolei e pousei,
É, o dia se pôs,
E junto ao nascer do sol,
Se tens você,
A flor, amiúde
Punhal de amor
Que sana, aos desvarios
Pescador lançado
No revolto infinito
Mergulhado em teus olhos
Submersa ao teu Azul.
Livro: 1.205 F: 251.
Abrir a porta,
E um pressentimento
Sobre a fresta
Da janela,
Encara teu nome!
Que jaz em mim
Tens um calor..
Quase desumano
Se tive medo
É que olhar assim,
Exato,
É o horizonte
Que mata a minha sede
O obrigo, que me transporta
A pureza de teu olhar.
Livro: 1.205 F: 251