E eu? que de tão
Inconstante,
Neste rio, desembravei..
Calei, chorei,
A caçar estrelas,
E nas manhãs
Que vens a decorar,
teus passos,
Voo livre!,
Tão certo que,
Minha alma se inflama
Na glória,
Que se pôs a tatuar,
Tuas digitais.
Livro: 1.205 F: 251
E neste riacho raso
Sei que velejas
E tens a nad"ar"!
Como os peixinhos
Num postal que bem sei
Que, nada!, haveria de mais belo
Das outroras..
A agonia,
De nossas palavras
Que de tão bem- ditas!
Nestas aspirais, mesmo que
De encontro ao apogeu
A distância se curva
Sobre a caça da vaidade
Se tens tu,
Quem muito me alimenta.
Livro: 1.205 F: 251
Um atalho prevejo,
E declamo a véspera
De teu chegar, peço-te
Que sejas eu!,
Teu morador
Na lança que desanda
O destino,
Alcance o efêmero
Pois, posso lhe contar
Dentro de tudo que houver
Aos minutos,
Que se esbanja
Numa prova que do emaranhar
De teus cabelos,
Posso contentar no meu cais.
Livro: 1.205 F: 251
E se somos vitimados
A esta cegueira, é que se diz
Que haverá um risco, disperso
Para o infinito
Aonde adormece o dia
E ao teu ser possante
Passeia a noite
Que no dispor,
Deste principio,
Sei que a cada pé desta estrada
E nos teus ombros eternos
Olhando ao seu olhar
Sei de cór,
A lua de passagem,
O encontro, que rouba do efêmero,
Pego carona, e peço que me leves!
Assim de ultra-leve, no transpor
De teu cativo.
Livro: 1.205 F: 251
E se já não sei,
Sobre a grande neblina
Que se tece,
E isso acontece!,
Quando das partículas,
Se decifra, sobre aquilo que há
Ao avesso de meu ser
É tão lindo,
Que não se ausente!
Pois é como um tal mergulhar
Submerso..
Que não deixa, o que lhe dei..
Aos borralhos..
E de tão inconstante
Que já não caibo aqui
Em mim..se tens a nós!
Posso levar-te,
Aonde esconde as estrelas.
Livro: 1.205 F: 251
Mesmo que pudesse
Usufruir desta flecha
Quem rabisca teu viver
E tens o guardar do dia
Que vens a sarar
Nosso ser,
Raro, mudo,insano..
É, para que antes que amanheça
Na brancura,
Do render de tua viajante
Presença que se faz
O reconvexo,
Que exibe na tua face
Com o florir,
Nossos pontos vitais.
30/05/2014, Livro: 1.205 F: 251
E no céu ainda vejo
Gorjear,
Desta minha conversão
Como uma frase feita
Arranha a garganta
Dê seu tom,
E não tenhas Dó,
Ave de rapina
Que tão doce
Desenrola, as correntes
Meu ópio,
Da mais fina dor
Já não poupe as soluções
Gosto quando rabisca os segundos,
Que se domestica,
E aos nossos corpos,
Na malicia de nosso viver.
26/05/2014, Livro: 1.205 F: 251