Hoje o céu,
De tão preguiçoso!
Faz teus gestos
E teus lábios
Que mais parece
Avelãs,
Num palpite que
Que acalma
E o teu cenho, a franzir
Ao relógio parado
Até que vejamos
Os castores, que nos aterros
Pudera!,
Em construirmos algo
Que pudesse nos valer
E bem sei, veremos
o céu abrir
E nos ladrilhos
Deste teus olhos, é um labirinto
Transparentes feito
Bolinhas no ar.
30/03/2014, Livro: 1.205 F: 251.
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