sábado, 17 de maio de 2014

Os Castores


Hoje o céu,
De tão preguiçoso!
Faz teus gestos
E teus lábios

Que mais parece
Avelãs,
Num palpite que
Que acalma

E o teu cenho, a franzir 
Ao relógio parado
Até que vejamos
Os castores, que nos aterros
Pudera!,

Em construirmos algo 
Que pudesse nos valer
E bem sei, veremos 
o céu abrir

E nos ladrilhos 
Deste teus olhos, é um labirinto
Transparentes feito 
Bolinhas no ar.

30/03/2014, Livro: 1.205 F: 251.

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