terça-feira, 26 de agosto de 2014

Maresia


E se por aí, for a rondar
Só peço que guardes
O apertar de nossas mãos
Não sei o que mim

Pudera, em  pousar
Uma verdade tola
Se há tanta certeza
Sobre teus ombros

Que faço confissões
Ao meu íntimo
E só nos maltrata, ao transformar
Dessa juventude

Que vadio, se bebe
Num doce tormento
Que nunca se esvaece
E  vens a serenar, e renasce
Num  gosto perpetuo.

20/05/2014
Livro: 1.205 F: 251.

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