quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Opus do amor
E os meus pés
Que de tão cansados
E como um troco
A noite quando
Se propaga,
E o tempo de teu afagar,
Se tens a ceifar, é nestes vales
Que me arrasta,
E logo vens purificar
Aos instantes,
Numa claridade integral
E a nos coroar, se pôr assim reinar?
É este o meu mais valia,
Evidenciando,
Que até o desde já deste presépio
Há vida,
E dela, se não cessar
Nosso ser inconstante
Pois tens a você
Que muito adormece
Numa forma que conforma
Aos nossos abraços
Nada te faltará.
17/05/2014, Livro: 1.205 F: 251.
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