terça-feira, 16 de setembro de 2014
Naufrágio
E se já não sei,
Sobre a grande neblina
Que se tece,
E isso acontece!,
Quando das partículas,
Se decifra, sobre aquilo que há
Ao avesso de meu ser
É tão lindo,
Que não se ausente!
Pois é como um tal mergulhar
Submerso..
Que não deixa, o que lhe dei..
Aos borralhos..
E de tão inconstante
Que já não caibo aqui
Em mim..se tens a nós!
Posso levar-te,
Aonde esconde as estrelas.
Livro: 1.205 F: 251
terça-feira, 9 de setembro de 2014
Pontos vitais
Mesmo que pudesse
Usufruir desta flecha
Quem rabisca teu viver
E tens o guardar do dia
Que vens a sarar
Nosso ser,
Raro, mudo,insano..
É, para que antes que amanheça
Na brancura,
Do render de tua viajante
Presença que se faz
O reconvexo,
Que exibe na tua face
Com o florir,
Nossos pontos vitais.
30/05/2014, Livro: 1.205 F: 251
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Agosto
E no céu ainda vejo
Gorjear,
Desta minha conversão
Como uma frase feita
Arranha a garganta
Dê seu tom,
E não tenhas Dó,
Ave de rapina
Que tão doce
Desenrola, as correntes
Meu ópio,
Da mais fina dor
Já não poupe as soluções
Gosto quando rabisca os segundos,
Que se domestica,
E aos nossos corpos,
Na malicia de nosso viver.
26/05/2014, Livro: 1.205 F: 251
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Dna
Desculpa!,
Se a descrença
Que desprende este pranto
Beija teu riso
Que jamais se envergonha
Se há tantas farpas
É tão ardente,
Este pedaço de mim
E se tens a guardar
Nos acordes de tua voz
Que se estremece!,
Posso crer que,
Deste vento cortante
Corre, e sem disputa!
A ultima gota,
Dois a um.
24/05/2014, Livro: 1.205 F: 251
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Maresia
E se por aí, for a rondar
Só peço que guardes
O apertar de nossas mãos
Não sei o que mim
Pudera, em pousar
Uma verdade tola
Se há tanta certeza
Sobre teus ombros
Que faço confissões
Ao meu íntimo
E só nos maltrata, ao transformar
Dessa juventude
Que vadio, se bebe
Num doce tormento
Que nunca se esvaece
E vens a serenar, e renasce
Num gosto perpetuo.
20/05/2014, Livro: 1.205 F: 251.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Opus do amor
E os meus pés
Que de tão cansados
E como um troco
A noite quando
Se propaga,
E o tempo de teu afagar,
Se tens a ceifar, é nestes vales
Que me arrasta,
E logo vens purificar
Aos instantes,
Numa claridade integral
E a nos coroar, se pôr assim reinar?
É este o meu mais valia,
Evidenciando,
Que até o desde já deste presépio
Há vida,
E dela, se não cessar
Nosso ser inconstante
Pois tens a você
Que muito adormece
Numa forma que conforma
Aos nossos abraços
Nada te faltará.
17/05/2014, Livro: 1.205 F: 251.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Letra pra melodia
E bem digo!, já que todo desventurar
Dali que se enobrece
tua forma espelhada
E quanto a este lado
As ondas se preenche
Nossa frequência
Já não importa,
Se haverá maremoto
Mas que desta nossa
Linha indivisível
Intensifica, aquilo
Que não há mudança
E se nos tira o sossego
São coisas que nunca esqueço
A mesma beleza
Que ao deitar do nascente
Descobrindo que és tu,
E o mais, não surpreende
Tens um todo inspirar,
Assim como as andorinhas
Assobiam para sobreviver.
15/05/2014, Livro: 1.205 F: 251.
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