No abismo,
Que vens a chegar
Lua bonita,
Ressoa teus sinais
E sem me distrair
Ao beber de teus lábios
Escuro espelho
Aos outonos,
Desfolham mistérios
Tua cintura, o vislumbre
De meu amado regresso
O que queres?
Aqui jaz em meu leito
Debruço em teus seios
Apalpo o silêncio
Que virtua
De tuas mãos
Assim a vida cruza ao
tempo, nossa primavera
Que jamais se cessaria.
Livro: 1.205 F: 251
quarta-feira, 11 de março de 2015
terça-feira, 3 de março de 2015
Dia branco
Quem dera desfrutar
Do correr do tempo
Que lhe traga,
Feito água de rio
E que a vingança
Vens a declamar
Com a ternura,
Pois lá vem,
Descendo a ladeira
E um aperto no peito
Pois o crer,
Que o presente
De sorrisos sinceros
O álibi, que vens a clarear
A outrora chuva de verão.
Livro: 1.205 F: 251
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
A cartomante
E tudo se faz sentido
Num desatino
Teus passos incertos
A dizer,
Que toda beleza
Tens o troco com
Um níquel de tostão
Deste espelho
Toda a iniquidade
Vens com a censura
Dos raios de sol
A revelar teus cabelos
E todas as manhãs
ao longe daqui
Um bom dia, para me socorrer
As tuas prisões,
O colossal de estrelas.
Livro: 1.205 F: 251
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Bahia
Saudoso,
É a leveza do vento
De areia, e que se tem
Muito a dizer,
É a leveza do vento
De areia, e que se tem
Muito a dizer,
Com sorrisos de abraços
Lhe dou um ginga,
A gira,
Com muito axé!
Lhe dou um ginga,
A gira,
Com muito axé!
E sol que dali rabiscou?
Deixou marcas,
Que de um beijo quente,
Que por cá ficou.
Deixou marcas,
Que de um beijo quente,
Que por cá ficou.
Livro: 1.205 F: 251.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Eternamente
Há de imperar,
O ar que se fez nascer
Aqui, dentro do peito
E se como miragem
Vens abrigar,
Assim lhe recebo,
Doido de desespero
Pois se teu cheiro
Se desvirginar,
Vou mergulhar no segredo
De tuas mãos,
E aqueles olhos candis
Logo vens, a devorar
O traduzir, que há Vida
Quando se tens o ilhar
De nossos corpos.
Livro: 1.205 F: 251
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Bossa nova
Atirei meus sonhos!,
No expoente do pulsar,
De tuas artérias,
Onde a realidade,
É a eternidade,
Que tens o bem- dizer,
Das aves que lavram
As feridas...
Jato d`agua
Que me arrasta de
Encontro ao labirinto
E se perder?
Que se perca!
No seu olhar..
Fiz de teu corpo
Um altar
Que seja a felicidade
O abraçar,
Deste meu mais lindo cais.
Livro: 1.205 F: 251
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Andança
Sigo os passos,
Disfarço as pistas
É que para que o rastro da serpente
Não te alcance!,
Que mesmo ao longe,
De espanto..
Tua áurea,
Evidente?..
Que descobre o manto!
Claro?! quase não
Vejo em mim,
Pois tu és, os vales
Que me transborda!.
Livro: 1.205 F: 251
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