segunda-feira, 15 de junho de 2015

Senhas

Hoje tenho a certeza
Ao que ocupa,
Aos descaminhos
Decolei e pousei,

É, o dia se pôs,
E junto ao nascer do sol,
Se tens você,

A flor, amiúde
Punhal de amor
Que sana, aos desvarios

Pescador lançado
No revolto infinito
Mergulhado em teus olhos
Submersa ao teu Azul.

Livro: 1.205 F: 251.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Kriptonita


Abrir a porta,

E um pressentimento
Sobre a fresta 
Da janela,

Encara  teu nome!
Que jaz em mim
Tens um calor..
Quase desumano

Se tive medo
É que olhar assim,
Exato,

É o horizonte
Que mata a minha sede
O obrigo, que me transporta
A pureza de teu olhar.

Livro: 1.205 F: 251

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Ela

Anteontem, se já não
Me lembro mais,
Foi que de ti vieste, 
Amanhecer meu súdito

Coração, e se..
Já não penso mais!
Nas razões que desfrutara
Deste meu ar,

É que , bem ali tem um jardim
Belas flores..
A mais linda és você,

Preciso redescobrir

O acervo para descrê-la
Ou desprender-me deste oficio
Pois ela, já é a própria poesia dita!.
Livro: 1.205 F: 251

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Mar e sol

Eu espero,
Que ao desfigurar
Nossa face sobre a multidão
Se chova,

E sem motivo aparente
Te cubras um sorriso
De peito aberto,
O árbitro, que por cá ficou

Os três apitos a revelar
Que ao mergulhar,
Costão de pedra brava..
Se..desventurar nossas mãos

Fere, mas não mata
Pois no teu olhar..
Navego se preciso for
Pois nos vela, com afeto, a eternidade.
Livro: 1.205 F: 251

segunda-feira, 30 de março de 2015

Linha de passe

A liberdade
Da noite, tens o penar
Que a alimenta
Essa vontade louca

O que antes era pesar
Hoje adormece,
No desfecho,
Que fizeste de ti

O meu bem querer
E que a quimera
Se preencha de teus braços
Brando, rochoso

Feito um sonho
E o tempo da colheita
Se desperta!, assim lhe tenho
Ao meu peito,
No nosso disperso infinito.

Livro: 1.205 F: 251

quarta-feira, 11 de março de 2015

Par Amour

No abismo,
Que vens a chegar
Lua bonita,
Ressoa teus sinais

E sem me distrair
Ao beber de teus lábios
Escuro espelho
Aos outonos,

Desfolham mistérios
Tua cintura, o vislumbre
De meu amado regresso
O que queres?

Aqui jaz em meu leito
Debruço em teus seios
Apalpo o silêncio
Que virtua

De tuas mãos
Assim a vida cruza ao
tempo, nossa primavera
Que jamais se cessaria.

Livro: 1.205 F: 251

terça-feira, 3 de março de 2015

Dia branco


Quem dera desfrutar

Do correr do tempo
Que lhe traga,
Feito água de rio

E que a vingança
Vens a declamar
Com a ternura,

Pois lá vem, 
Descendo a ladeira
E um aperto no peito
Pois o crer,

Que o presente
De sorrisos sinceros
O álibi, que vens a clarear
A outrora chuva de verão.

Livro: 1.205 F: 251