Hoje tenho a certeza
Ao que ocupa,
Aos descaminhos
Decolei e pousei,
É, o dia se pôs,
E junto ao nascer do sol,
Se tens você,
A flor, amiúde
Punhal de amor
Que sana, aos desvarios
Pescador lançado
No revolto infinito
Mergulhado em teus olhos
Submersa ao teu Azul.
Livro: 1.205 F: 251.
Abrir a porta,
E um pressentimento
Sobre a fresta
Da janela,
Encara teu nome!
Que jaz em mim
Tens um calor..
Quase desumano
Se tive medo
É que olhar assim,
Exato,
É o horizonte
Que mata a minha sede
O obrigo, que me transporta
A pureza de teu olhar.
Livro: 1.205 F: 251
Anteontem, se já não
Me lembro mais,
Foi que de ti vieste,
Amanhecer meu súdito
Coração, e se..
Já não penso mais!
Nas razões que desfrutara
Deste meu ar,
É que , bem ali tem um jardim
Belas flores..
A mais linda és você,
Preciso redescobrir
O acervo para descrê-la
Ou desprender-me deste oficio
Pois ela, já é a própria poesia dita!.
Livro: 1.205 F: 251
Eu espero,
Que ao desfigurar
Nossa face sobre a multidão
Se chova,
E sem motivo aparente
Te cubras um sorriso
De peito aberto,
O árbitro, que por cá ficou
Os três apitos a revelar
Que ao mergulhar,
Costão de pedra brava..
Se..desventurar nossas mãos
Fere, mas não mata
Pois no teu olhar..
Navego se preciso for
Pois nos vela, com afeto, a eternidade.
Livro: 1.205 F: 251
A liberdade
Da noite, tens o penar
Que a alimenta
Essa vontade louca
O que antes era pesar
Hoje adormece,
No desfecho,
Que fizeste de ti
O meu bem querer
E que a quimera
Se preencha de teus braços
Brando, rochoso
Feito um sonho
E o tempo da colheita
Se desperta!, assim lhe tenho
Ao meu peito,
No nosso disperso infinito.
No abismo,
Que vens a chegar
Lua bonita,
Ressoa teus sinais
E sem me distrair
Ao beber de teus lábios
Escuro espelho
Aos outonos,
Desfolham mistérios
Tua cintura, o vislumbre
De meu amado regresso
O que queres?
Aqui jaz em meu leito
Debruço em teus seios
Apalpo o silêncio
Que virtua
De tuas mãos
Assim a vida cruza ao
tempo, nossa primavera
Que jamais se cessaria.
Livro: 1.205 F: 251
Quem dera desfrutar
Do correr do tempo
Que lhe traga,
Feito água de rio
E que a vingança
Vens a declamar
Com a ternura,
Pois lá vem,
Descendo a ladeira
E um aperto no peito
Pois o crer,
Que o presente
De sorrisos sinceros
O álibi, que vens a clarear
A outrora chuva de verão.
Livro: 1.205 F: 251