domingo, 30 de agosto de 2015

Setembro


E a coragem
De minhas mãos
Transbordando ao nosso olhar
Tens ao cheiro de flor

Onde a outrora primavera
Vens a me segurar pela mão
Teus cachos, é o abrigo
Que transporto,

E quanto o desconsolo,
Vens a ressaca de nossos corpos
Assim trago, como um folião

E se,
A culpa é minha,
Os erros foram teus,
Assim lhe peço que me tragas

Pois és no teu leito
Que tens a certeza que haverá
O dia, e sol já vais se pôr.


Livro: 1.205 F: 251.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Minas


Só quero a liberdade,

Que encoraja das minhas
Mãos,
Para que a alegria 

De minha mocidade
Possa florescer,
A noite é um folião
Que zombas de mim

Já não posso calar
Grito, a todo desconsolo
Já vens um abrigo,
A outrora primavera

Mesmo que as noites
São escuras, os dias são infames
Com um trago,
Te trago comigo.

Livro: 1.205 F: 251.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Senhas

Hoje tenho a certeza
Ao que ocupa,
Aos descaminhos
Decolei e pousei,

É, o dia se pôs,
E junto ao nascer do sol,
Se tens você,

A flor, amiúde
Punhal de amor
Que sana, aos desvarios

Pescador lançado
No revolto infinito
Mergulhado em teus olhos
Submersa ao teu Azul.

Livro: 1.205 F: 251.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Kriptonita


Abrir a porta,

E um pressentimento
Sobre a fresta 
Da janela,

Encara  teu nome!
Que jaz em mim
Tens um calor..
Quase desumano

Se tive medo
É que olhar assim,
Exato,

É o horizonte
Que mata a minha sede
O obrigo, que me transporta
A pureza de teu olhar.

Livro: 1.205 F: 251

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Ela

Anteontem, se já não
Me lembro mais,
Foi que de ti vieste, 
Amanhecer meu súdito

Coração, e se..
Já não penso mais!
Nas razões que desfrutara
Deste meu ar,

É que , bem ali tem um jardim
Belas flores..
A mais linda és você,

Preciso redescobrir

O acervo para descrê-la
Ou desprender-me deste oficio
Pois ela, já é a própria poesia dita!.
Livro: 1.205 F: 251

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Mar e sol

Eu espero,
Que ao desfigurar
Nossa face sobre a multidão
Se chova,

E sem motivo aparente
Te cubras um sorriso
De peito aberto,
O árbitro, que por cá ficou

Os três apitos a revelar
Que ao mergulhar,
Costão de pedra brava..
Se..desventurar nossas mãos

Fere, mas não mata
Pois no teu olhar..
Navego se preciso for
Pois nos vela, com afeto, a eternidade.
Livro: 1.205 F: 251

segunda-feira, 30 de março de 2015

Linha de passe

A liberdade
Da noite, tens o penar
Que a alimenta
Essa vontade louca

O que antes era pesar
Hoje adormece,
No desfecho,
Que fizeste de ti

O meu bem querer
E que a quimera
Se preencha de teus braços
Brando, rochoso

Feito um sonho
E o tempo da colheita
Se desperta!, assim lhe tenho
Ao meu peito,
No nosso disperso infinito.

Livro: 1.205 F: 251