Mesmo que pudesse
Usufruir desta flecha
Quem rabisca teu viver
E tens o guardar do dia
Que vens a sarar
Nosso ser,
Raro, mudo,insano..
É, para que antes que amanheça
Na brancura,
Do render de tua viajante
Presença que se faz
O reconvexo,
Que exibe na tua face
Com o florir,
Nossos pontos vitais.
30/05/2014, Livro: 1.205 F: 251
E no céu ainda vejo
Gorjear,
Desta minha conversão
Como uma frase feita
Arranha a garganta
Dê seu tom,
E não tenhas Dó,
Ave de rapina
Que tão doce
Desenrola, as correntes
Meu ópio,
Da mais fina dor
Já não poupe as soluções
Gosto quando rabisca os segundos,
Que se domestica,
E aos nossos corpos,
Na malicia de nosso viver.
26/05/2014, Livro: 1.205 F: 251
Desculpa!,
Se a descrença
Que desprende este pranto
Beija teu riso
Que jamais se envergonha
Se há tantas farpas
É tão ardente,
Este pedaço de mim
E se tens a guardar
Nos acordes de tua voz
Que se estremece!,
Posso crer que,
Deste vento cortante
Corre, e sem disputa!
A ultima gota,
Dois a um.24/05/2014, Livro: 1.205 F: 251
E se por aí, for a rondar
Só peço que guardes
O apertar de nossas mãos
Não sei o que mim
Pudera, em pousar
Uma verdade tola
Se há tanta certeza
Sobre teus ombros
Que faço confissões
Ao meu íntimo
E só nos maltrata, ao transformar
Dessa juventude
Que vadio, se bebe
Num doce tormento
Que nunca se esvaece
E vens a serenar, e renasce
Num gosto perpetuo.
20/05/2014,
Livro: 1.205 F: 251.
E os meus pés
Que de tão cansados
E como um troco
A noite quando
Se propaga,
E o tempo de teu afagar,
Se tens a ceifar, é nestes vales
Que me arrasta,
E logo vens purificar
Aos instantes,
Numa claridade integral
E a nos coroar, se pôr assim reinar?
É este o meu mais valia,
Evidenciando,
Que até o desde já deste presépio
Há vida,
E dela, se não cessar
Nosso ser inconstante
Pois tens a você
Que muito adormece
Numa forma que conforma
Aos nossos abraços
Nada te faltará.
17/05/2014,
Livro: 1.205 F: 251.
E bem digo!, já que todo desventurar
Dali que se enobrece
tua forma espelhada
E quanto a este lado
As ondas se preenche
Nossa frequência
Já não importa,
Se haverá maremoto
Mas que desta nossa
Linha indivisível
Intensifica, aquilo
Que não há mudança
E se nos tira o sossego
São coisas que nunca esqueço
A mesma beleza
Que ao deitar do nascente
Descobrindo que és tu,
E o mais, não surpreende
Tens um todo inspirar,
Assim como as andorinhas
Assobiam para sobreviver.15/05/2014, Livro: 1.205 F: 251.
E jogo as chaves
Se tens o notar
Que adentro de meu âmago
Transborda esta queixa,
Que se isso, é aquilo
És tu quem me valha!,
Dá asas a serpente
Que nesta balada arrastada
Se eterniza
E nosso rir incerto,
Se depara ao escudo de teus olhos
Que é feito lâmina,
Rasga o dia,
E se perpetua,
A toda gratidão, e nos sustenta
E de um não mais regresser.
07/06/2014, Livro: 1.205 F: 251