sexta-feira, 4 de julho de 2014

O aclamar de Vênus


Saquei o punhal

E pouco antes
Do correr de minhas veias
A graça de teu ser ímpar

Encara a imensidão
Como um animal que vai 
Ao longe,
E vens me cravas

A suas tangentes
Paralisa com o queimor
E nossas pernas incertas
A nos explicar,

É quase covardia
Tinges a sua cor
Como um porta estardarte
Nos veda a este pavilhão.

21/03/2014,  Livro: 1.205 F: 251.

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