segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ternura


E dias assim,
Escorrem dentre os dedos
A cada aurora, 
Já nem preciso dizer

Pois tens a obedecer
Aos teus olhos
Que são feito raio x
E tens o parecer

De nuvens 
numa garoa de verão
É nosso esboço
Se nos machuca

É que ainda há tanto ar
Numa imensidão,
A nos mimar,

E só mais uma vez
Das inúmeras, 
Nos alucinar
Ao sabor desta ternura.

23/03/2014,  Livro: 1.205 F: 251.

Nenhum comentário:

Postar um comentário