Eu espero,
Que ao desfigurar
Nossa face sobre a multidão
Se chova,
E sem motivo aparente
Te cubras um sorriso
De peito aberto,
O árbitro, que por cá ficou
Os três apitos a revelar
Que ao mergulhar,
Costão de pedra brava..
Se..desventurar nossas mãos
Fere, mas não mata
Pois no teu olhar..
Navego se preciso for
Pois nos vela, com afeto, a eternidade.
Livro: 1.205 F: 251
quinta-feira, 9 de abril de 2015
segunda-feira, 30 de março de 2015
Linha de passe
A liberdade
Da noite, tens o penar
Que a alimenta
Essa vontade louca
O que antes era pesar
Hoje adormece,
No desfecho,
Que fizeste de ti
O meu bem querer
E que a quimera
Se preencha de teus braços
Brando, rochoso
Feito um sonho
E o tempo da colheita
Se desperta!, assim lhe tenho
Ao meu peito,
No nosso disperso infinito.
Da noite, tens o penar
Que a alimenta
Essa vontade louca
O que antes era pesar
Hoje adormece,
No desfecho,
Que fizeste de ti
O meu bem querer
E que a quimera
Se preencha de teus braços
Brando, rochoso
Feito um sonho
E o tempo da colheita
Se desperta!, assim lhe tenho
Ao meu peito,
No nosso disperso infinito.
Livro: 1.205 F: 251
quarta-feira, 11 de março de 2015
Par Amour
No abismo,
Que vens a chegar
Lua bonita,
Ressoa teus sinais
E sem me distrair
Ao beber de teus lábios
Escuro espelho
Aos outonos,
Desfolham mistérios
Tua cintura, o vislumbre
De meu amado regresso
O que queres?
Aqui jaz em meu leito
Debruço em teus seios
Apalpo o silêncio
Que virtua
De tuas mãos
Assim a vida cruza ao
tempo, nossa primavera
Que jamais se cessaria.
Livro: 1.205 F: 251
Que vens a chegar
Lua bonita,
Ressoa teus sinais
E sem me distrair
Ao beber de teus lábios
Escuro espelho
Aos outonos,
Desfolham mistérios
Tua cintura, o vislumbre
De meu amado regresso
O que queres?
Aqui jaz em meu leito
Debruço em teus seios
Apalpo o silêncio
Que virtua
De tuas mãos
Assim a vida cruza ao
tempo, nossa primavera
Que jamais se cessaria.
Livro: 1.205 F: 251
terça-feira, 3 de março de 2015
Dia branco
Quem dera desfrutar
Do correr do tempo
Que lhe traga,
Feito água de rio
E que a vingança
Vens a declamar
Com a ternura,
Pois lá vem,
Descendo a ladeira
E um aperto no peito
Pois o crer,
Que o presente
De sorrisos sinceros
O álibi, que vens a clarear
A outrora chuva de verão.
Livro: 1.205 F: 251
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
A cartomante
E tudo se faz sentido
Num desatino
Teus passos incertos
A dizer,
Que toda beleza
Tens o troco com
Um níquel de tostão
Deste espelho
Toda a iniquidade
Vens com a censura
Dos raios de sol
A revelar teus cabelos
E todas as manhãs
ao longe daqui
Um bom dia, para me socorrer
As tuas prisões,
O colossal de estrelas.
Livro: 1.205 F: 251
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Bahia
Saudoso,
É a leveza do vento
De areia, e que se tem
Muito a dizer,
É a leveza do vento
De areia, e que se tem
Muito a dizer,
Com sorrisos de abraços
Lhe dou um ginga,
A gira,
Com muito axé!
Lhe dou um ginga,
A gira,
Com muito axé!
E sol que dali rabiscou?
Deixou marcas,
Que de um beijo quente,
Que por cá ficou.
Deixou marcas,
Que de um beijo quente,
Que por cá ficou.
Livro: 1.205 F: 251.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Eternamente
Há de imperar,
O ar que se fez nascer
Aqui, dentro do peito
E se como miragem
Vens abrigar,
Assim lhe recebo,
Doido de desespero
Pois se teu cheiro
Se desvirginar,
Vou mergulhar no segredo
De tuas mãos,
E aqueles olhos candis
Logo vens, a devorar
O traduzir, que há Vida
Quando se tens o ilhar
De nossos corpos.
Livro: 1.205 F: 251
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