quinta-feira, 9 de abril de 2015

Mar e sol

Eu espero,
Que ao desfigurar
Nossa face sobre a multidão
Se chova,

E sem motivo aparente
Te cubras um sorriso
De peito aberto,
O árbitro, que por cá ficou

Os três apitos a revelar
Que ao mergulhar,
Costão de pedra brava..
Se..desventurar nossas mãos

Fere, mas não mata
Pois no teu olhar..
Navego se preciso for
Pois nos vela, com afeto, a eternidade.
Livro: 1.205 F: 251

segunda-feira, 30 de março de 2015

Linha de passe

A liberdade
Da noite, tens o penar
Que a alimenta
Essa vontade louca

O que antes era pesar
Hoje adormece,
No desfecho,
Que fizeste de ti

O meu bem querer
E que a quimera
Se preencha de teus braços
Brando, rochoso

Feito um sonho
E o tempo da colheita
Se desperta!, assim lhe tenho
Ao meu peito,
No nosso disperso infinito.

Livro: 1.205 F: 251

quarta-feira, 11 de março de 2015

Par Amour

No abismo,
Que vens a chegar
Lua bonita,
Ressoa teus sinais

E sem me distrair
Ao beber de teus lábios
Escuro espelho
Aos outonos,

Desfolham mistérios
Tua cintura, o vislumbre
De meu amado regresso
O que queres?

Aqui jaz em meu leito
Debruço em teus seios
Apalpo o silêncio
Que virtua

De tuas mãos
Assim a vida cruza ao
tempo, nossa primavera
Que jamais se cessaria.

Livro: 1.205 F: 251

terça-feira, 3 de março de 2015

Dia branco


Quem dera desfrutar

Do correr do tempo
Que lhe traga,
Feito água de rio

E que a vingança
Vens a declamar
Com a ternura,

Pois lá vem, 
Descendo a ladeira
E um aperto no peito
Pois o crer,

Que o presente
De sorrisos sinceros
O álibi, que vens a clarear
A outrora chuva de verão.

Livro: 1.205 F: 251

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A cartomante


E tudo se faz sentido
Num desatino
Teus passos incertos
A dizer,

Que toda beleza
Tens o troco com
Um níquel de tostão
Deste espelho

Toda a iniquidade
Vens com a censura
Dos raios de sol
A revelar teus cabelos

E  todas as manhãs
ao longe daqui
Um bom dia, para me socorrer
As tuas prisões, 
O colossal de estrelas.

Livro: 1.205 F: 251



terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Bahia

Saudoso,
É a leveza do vento
De areia, e que se tem
Muito a dizer,
Com sorrisos de abraços
Lhe dou um ginga,
A gira,
Com muito axé!
E sol que dali rabiscou?
Deixou marcas,
Que de um beijo quente,
Que por cá ficou.
Livro: 1.205 F: 251.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Eternamente



Há de imperar,
O ar que se fez nascer
Aqui, dentro do peito
E  se como miragem

Vens abrigar,
Assim lhe recebo,
Doido de desespero
Pois se teu cheiro

Se desvirginar, 
Vou mergulhar no segredo
De tuas mãos,
E aqueles olhos candis

Logo vens,  a devorar
O traduzir, que há Vida
Quando se tens o ilhar 
De nossos corpos.

Livro: 1.205 F: 251